"Temos mais terminações nervosas nas mãos e na cara, em contacto direto com o córtex sensorial, do que em qualquer outra parte do corpo. (...) Sentimos muito mais coisas com as mãos do que poderíamos imaginar (...)."
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9 de agosto de 2012
aquele verão em paris
"É a amizade que nos torna toleráveis as verdades dolorosas sobre nós próprios."
aquele verão em paris
"Preferia estar lá fora, a sentir a brisa que soprava no Mediterrâneo. Saiu da casa e esperou que os seus olhos se adaptassem à escuridão."
aquele verão em paris
"Era quase meio-dia e o calor aumentara. A ideia de dar um mergulho na piscina fria, seguido de uma tarde a ler Flaubert à beira da água, parecia-lhe maravilhosa."
8 de agosto de 2012
aquele verão em paris
"Eu, o que quero é escrever sobre o amor. Quero expô-lo como se fosse um livro aberto, em vez de falar sobre uma série de pessoas e das suas vidas diárias que são simplesmente tocadas de raspão pelo amor (...). Pronunciava a palavra love como se o O fosse redondo como uma laranja."
aquele verão em paris
"Com a idade, os grandes buracos que ele abria em si próprio com a sua ficção acabaram por se reportar a coisas ainda mais íntimas do que o sexo e o amor, coisas que envolviam os seus próprios medos e o universo que não podia ser partilhado com os outros."
aquele verão em paris
"Na sua primeira longa visita a Paris (...) apaixonara-se a tal ponto pela cidade que acreditava que, dedicando-se a registar a luz nos seus telhados e os rostos das suas gentes, ela se tornaria maior do que a sua imaginação. Mas Paris, à semelhança de Bombaim, de Nova Iorque, de Londres, era uma cidade. Não era uma entidade nem uma alma, ainda que a insustentável beleza de Paris sugerisse que Paris era um lugar beau, um homem, por conseguinte, ou como na expressão une belle ville, uma mulher. (...) Mas, no fim de contas, Paris - sem dúvida a cidade mais bela e especial do mundo - não passava de isso mesmo, uma cidade."
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5 de agosto de 2012
aquele verão em paris
"(...) as palavras em si pareciam ser não as palavras de seres humanos, mas algo mais, palavras de profetas ou deuses. Pareciam feitas de lava que escorria diretamente do coração do autor para o papel, e depois quando uma pessoa as lias, liquefaziam-se e penetravam na alma através das pupilas."
4 de agosto de 2012
aquele verão em paris
"(...) ficava irritada com os pormenores insignificantes com que as pessoas se perdiam, a menos que escrevessem (...) com uma prosa densa e uma capacidade de transcendência, o que geralmente não era o caso."
aquele verão em paris
"Ainda te dás ao luxo de sentir o orvalho húmido entre os teus dedos dos pés quando chove? (...) É o tipo de coisas que quero saber sobre ti."
aquele verão em paris
"O sexo só funcionava, só era fluido, enquanto que as palavras fixavam as coisas. Além disso, a única maneira de fazer sexo era através do próprio sexo, sem a mediação da linguagem e da moralidade forçosamente inerente a ela. A linguagem oral era mais fluida do que a escrita; podia ser modificada com novas palavras e adaptar-se às situações."








