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13 de outubro de 2012

"Deixa que amar te ocupe, deixa que amar te conquiste. Ama o abraço até à exaustão, ama o beijo até à devoção, ama o orgasmo até à comoção. Ama. Ama como se fosse para sempre. E quando se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar, mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz perder a respiração que vale a pena respirar."

13 de julho de 2012

"Quero levar, como lembranças, todas as coisas simples que eu considero essenciais: amores. Risos. Beijos. Abraços. Alegrias. Realizações. Palavras. E aquele sentimento de que não vivemos e, sim, desfrutamos a vida. É. Para desfrutar, não existe pressa."

30 de abril de 2012

"Demorei muito para acreditar na mais louca e cruel verdade: quem gosta de ti vai-te tratar bem. Quem gosta de ti importa-se, quer o melhor, procura-te, liga-te, dá-te satisfação. Quem gosta quer estar junto. Quem gosta demonstra. Quem gosta faz planos. Quem gosta apresenta à família e aos amigos. Quem gosta manda uma mensagem só pra dizer que ama. Quem gosta carrega uma foto tua dentro da carteira p'ra ver quando tem saudades. Quem gosta abraça na hora de dormir. Quem gosta dá um beijo de boa noite e de bom dia. Quem gosta aguenta as tuas reclamações, as tuas cólicas infernais, as tuas manhas e manias."

7 de abril de 2012

4 de feveriero de 2011

A cidade anoitece. Vislumbram-se pequenos focos de luz que, sabe, são luzes que aquecem e iluminam centenas de lares onde habitam tantas pessoas que nem consegue imaginar quantas. Conheceu a sorte de habitar no cima da colina onde se consegue regalar com uma vista citadina, e invejável. Admira a sua casa por se situar na cidade, perto de tudo, e, ao mesmo tempo, ser, também, um refúgio onde os sons da cidade não chegam num tom indecifrável. Haviam escolhido este local pela sua calmaria indiscutível e consideravam-no o seu paraíso, passasse o tempo que passasse, independentemente do estado climatérico. 
Gostava de preparar uma recepção romântica sempre que chegava a casa antes d'ele, e hoje era um desses dias. Enquanto preparava um dos pratos preferidos do seu homem para o jantar, decidiu pôr a mesa junto à lareira, iluminando a sala sem qualquer ajuda eléctrica. Adorava as refeições naquela mesa de madeira, pequena, baixa e o tapete macio a suavizar o chão. Esta sensação era uma das mais acolhedoras de que tinha memória. Isto era sentir-se em casa e bastava, apenas, que ele chegasse para que se sentisse completa, e em casa.
Sentiu-o entrar em casa, não pelo barulho do carro a regressar à garagem, nem pelo ruído habitual das chaves, da fechadura a rodar, ou da porta a abrir e a fechar, mas sentiu-o, sim, pelo cheiro. Era aquele aroma que anunciava a sua chegada. Há anos que elogiava o seu cheiro e sabia que nunca o encontraria concentrado num pequeno frasco de uma perfumaria. Era o cheiro do amor, do seu amor e, por isso, tão delicioso e único. Mais do que o perfume caro e os produtos para o cabelo era o cheiro natural que emanava que ela tanto gostava de inalar. Era sinónimo de segurança e, logicamente, de proximidade física-
Hoje, queria-o como o queria desde o primeiro momento. Correi para ele, ainda à porta de casa, e sorriu enquanto se preparava para o beijar. Todos os beijos tinham em si o fogo e o amor que sempre conheceram e nunca perderam o calor, nem com a fugacidade do tempo. Havia malícia nas curvas e contra-curvas das suas línguas. 
Não se recordava de alguma vez não o ter desejado.

6 de abril de 2012

silêncio para 4

"- Vais ter saudades minhas?
- Vou, se te fores embora vou ter muitas saudades tuas.
- Das minhas festas, dos meus beijos...
- Sim, de tudo, dos teus orgasmos, das tuas vontades de comer, do teu entusiasmo, da intuição de praticar amor."

1 de abril de 2012

Deitados na cama, eu aninhada em ti, beijada por ti, acariciada por ti, amada por ti, coisa boa de se viver. Sorrisos fáceis, bocas entreabertas de desejo, cheiro a amor a pairar no ar saturado: aquecido, morno, quente

Eu aninhada em ti. O teu corpo o meu abrigo, a minha fortaleza.

29 de março de 2012

"Não se escreve pra se obter sucesso, por mais que se tenha ou seja reconhecido pelo trabalho, escrever é uma maneira de colocar pra fora o que não cabe mais dentro de nós. Escrever é dividir com o outro o que sentimos ou o que imaginamos sentir quando não há mais espaço ou, no mínimo, até há, mas já basta que estejamos perigosamente entupidos por nossas próprias emoções, transbordando. Ainda que elas sejam boas e extremamente deliciosas de se sentir. Como o amor, por exemplo. Escrever é uma maneira de compartilhar loucuras. Loucuras que começam dentro, passam por milhares de fiozinhos, as vezes despertadas por músicas, abraços, beijos ou qualquer tipo de afeto, ou até mesmo uma paisagem. E que são conduzidas até nossas mãos, que desesperadas pelo despertar de nossos pensamentos, escrevem como meio de alívio, prazer."

13 de março de 2012

deixei-te o sorriso em casa

"Ela amalucada e lânguida, nua, deliciosamente esparramada no chão enquanto eu lhe deslizava a língua pelas costas, muito devagar, ela empinando então o corpo lindo, pujante, «parecia um modelo», diziam as «bocas» da malta vendo-a passar, mas eu é que sabia, eu beijando-a suavemente, aos poucos (...)."

12 de março de 2012


"Aspirei o cheiro da sua pele enquanto o seu rosto se aproximava. Esperei o seu beijo. E, quando veio, foi lindo. Doce, gentil e firme."

deixei-te o sorriso em casa


"Inesquecível, de verdade, tanto como os beijos do caraças que até escaldavam sobre o muro, ao lusco-fusco, eu nesta minha perdição que ela agarrava de luxúria à solta, tirando-me devagar para mais altos voos fora dos jeans, os meus dedos por ela acima, descobrindo-a sempre e cada vez mais, deliciando-me, deliciando-nos sobre as pedras como dois miúdos (...)."

3 de março de 2012

3 de março de 2012

Dentro de mim fervilha um amor imenso. O meu coração palpita desaceleradamente, sem travões ou rédeas, numa espécie de vulcão em erupção. A minha mente é invadida por infinidades de pensamentos romanescos e libidinosos. O meu sorriso acontece sem autorização, sem que eu tenha qualquer controlo nele. As minhas mãos, tão desavergonhadas, ganham vida própria tal qual um explorador de terras paradisíacas. E, quantas vezes, os meus olhos humedecem-se de orgulho.
Enquanto repousas, a meu lado, de olhos fechados, semblante sereno e respiração profunda, ritmada, eu sou tudo isto. Uma alma alvoroçada por uma paixão que não cessa, nem mingua. Uma mulher agradecida à vida.
Quando te contorno o rosto com a ponta dos dedos, e absorvo a textura da tua barba por fazer, fico em silêncio, ouvindo-nos respirar, mas mil discursos ganham forma na minha cabeça. Há tanto sentimento que te quero dizer e há tantas palavras por inventar - nenhuma possuí grandeza suficiente para transmitir o sentimento que cresce cá dentro e, na realidade, toma conta de mim.

Hoje. Agora, deito-me numa cama vazia e grande demais para mim, sem ti. Na almofada ao lado não estás tu de sorriso matreiro e puro. No meu corpo não encaixa o teu - verdadeiro poço de prazer. Fazer amor não está à distância de um simples beijo desafiador. E eu sei que não vou acordar com o teu cheiro a pairar pelo ar, nem te vou ter adormecido e inocente em jeito de pequeno-almoço. Os meus olhos fixam um ponto e revejo um filme de amor e transparência, reciprocidade e paixão. A mais bela história que conheci. Somos nós.
Por fim adormeço. Embora longe, prevejo que os nossos pensamentos se alinharão.
E no futuro, o que agora é esporádico será diário e, ainda assim, mágico.

- Gostas de mim?
- Um pouco.

27 de fevereiro de 2012



Toques de campainha inesperados, cafés de conversas em esplanadas soalheiras, beijos na testa e palavras aconchegantes. Afagos espontâneos no cabelo, estradas sem trânsito, semáforos verdes e poesia nos jornais. Abraços dados com vontade e amor a fervilhar. Um bom livro, crónicas para ler e vontade de andar a pé.

25 de agosto de 2011

Sob o céu estrelado de agosto, onde nenhuma edificação nos corta a vista, lá estávamos nós. Deitados, aconchegados um no outro, com as mãos dadas em sinónimo de união. Conversas e sussurros. Beijos quentes e demorados. Amor intenso.

24 de julho de 2011


Olharei para o telemóvel vezes sem fim: força do hábito. Acordarei numa cama vazia, mergulhada num silêncio profundo, tal como irei permanecer ao longo de todo o dia. Conheço-me e sei bem a falta que me farás. O teu beijo, o cheiro e as mais triviais palavras. Um bom dia, uma boa noite. Algumas palavras só para fazer rir ou as palavras mais ternas. Os beijos roubados. O sorriso cinematográfico de rebentar corações.

Escrever-te-ei cartas de amor mesmo que não tenhas uma morada para as receber. O nosso pensamento estará conectado. Quero que voltes rápido, e ainda aqui estás.

3 de dezembro de 2010

A minha (outra) pessoa

Não acredito que haja melhor. Não procuro, nem procurarei… Encontrei-o sem o procurar. Sonhava-o apenas. Em devaneios longínquos oprimia o desejo, não o procurava mas sonhava. Encontrei-o. Hoje é o sustentáculo da minha existência.

Falo dele, e falarei, com um orgulho dissemelhante. Falo da sua grandeza e da sua colossalidade como homem e como amante. Não me canso, nem cansarei, enquanto o mais seguro abrigo for a união dos nossos braços. Gosto dele e questiono-me se existirá maior medida de amor do que esta.Sinto uma aragem com o seu perfume, onde quer que vá. Fixa-se na minha pele e não desaparece. Não há asseio que retire a sua essência do meu corpo e corro para ele para renovar cada dose. É aquele cheiro natural combinado com qualquer perfume que me oferece a sensação de chegada de casa, de conforto permanente. Gosto dos braços incansáveis pelos abraços que me oferece, por me mostrar que existe força suficiente para me segurar e me deixar habitar e, porque me cinge com crença, a cada abraço presenteia-me com um beijo terno, apinhado de respeito e de volúpia. Exímio companheiro, parceiro indiscutível a cada troféu na vida, erógeno habilíssimo: proporciona-me uma conexão sem antecedentes, um vínculo incessante, uma firmeza inabalável. Cabe-lhe coabitar comigo no protagonismo deste enredo. Expoente máximo da excelência, ele é o resto da minha vida.


7 de novembro de 2010

Domingos cheiram aos nossos momentos vespertinos. Pernas entrelaçadas, uma manta no combate ao frio e amor cálido, nosso. Beijos doces e dentadas gulosas. Palavras sussurradas e sorrisos a pontua-las. Meiguice suave e também conversas inteligentes.
Sobreviveríamos nesta nossa cabana se ninguém nos procurasse e nos esquecessem para sempre. Somente nós seríamos a nossa própria multidão.

1 de setembro de 2010

Conversas pequenas, beijos entre palavras. Palavras entre beijos. Beijos sem palavras.