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25 de agosto de 2011

Sob o céu estrelado de agosto, onde nenhuma edificação nos corta a vista, lá estávamos nós. Deitados, aconchegados um no outro, com as mãos dadas em sinónimo de união. Conversas e sussurros. Beijos quentes e demorados. Amor intenso.

1 de agosto de 2011

Neste dia de frio e chuviscos aleatórios, que dizem ser primeiro de Agosto, a minha cabeça divaga por pensamentos que me endereçam a ti. Tem dias que sou assim julgo que seja a vida folgada e desocupada de veraneante que me ofereça tempo demais para pensar no que é útil e no que não o é.

Apaixonei-me, há largos meses, e as circunstâncias, e o tempo em que se desenrolaram, fizeram-me acreditar, confiar. Entreguei a minha vida e toda a bagagem de individualidade e sentimentos e memórias que carrego, a minha rotina e as obrigações do meu dia-a-dia, tudo o que é relevante e, também, o que de mais trivial me interessa. Aceitei partilhar a minha vida com alguém, conhecendo tudo o que isso acarreta, mesmo sabendo que o tiro me podia sair ao lado e, mais uma vez, poderia acertar no meu próprio pé. Acreditei, acreditei de novo, acreditei sempre, sem questionar, e decidi que o amor merecia uma oportunidade para me provar que, realmente, existe na sua forma mais pura. Para mim, e com o passar do tempo e o avançar da idade, o amor só por si não chega. Experiências anteriores mostram-me que gostar não é o suficiente para suportar alguém, diariamente, que coabita connosco. O amor implica um compromisso que eu só encontrei nesta jornada e um compromisso implica muito mais do que um amo-te sussurrado para amenizar hostilidades quando algo corre mal. O amor só é um compromisso quando abrange todos os alicerces que nos permitem desfrutar do sentimento - o amor puro - na sua totalidade. Contigo construí algo que, acredito, se segura sobre pilares fortes, sustentáculos para a vida. Não sei em que momento tudo se tornou límpido e sem intervenientes - inimigos declarados - pelo meio, não sei se dois anos percorridos o mundo já aceitou que a nossa relação é firme e o nosso amor sólido, resistente a ciladas e emboscadas desleais.

Cabe somente a nós os dois, protagonistas da minha história de amor eleita, principais actores de um enredo positivamente complexo, assegurar a durabilidade deste compromisso onde o nosso amor impera e cresce, tanto que, por vezes, me aperta o coração. Só nós, únicos moradores deste planeta, temos aptidões para preservar o sentimento mais bonito que alguma vez senti. Não significa que por muitos anos passarem, e nós juntos, o nosso compromisso esteja ileso porque eu, e tu também, meu amor, não penso assim. Sou exigente com esta relação e recuso-me a pensar por baixo, a aceitar condições mínimas asseguradas. Nunca aceitarem a degradação deste sentimento que, aos meus olhos, é reluzente graças à sua quantidade de pureza, de dedicação e de verdade. Um compromisso, para mim, é esta ligação que temos, que há muito estabelecemos, e temos vindo a apurar, a purificar e a consolidar. Quando eu acho que não posso sentir um amor maior, um carinho mais enternecedor e um respeito mais sério, surpreendo-me e vejo que o coração é elástico e nele tudo cabe. Só eu sei, e nenhuma palavra lhe faz justiça, o amor que sinto por ti - inquantificável, irrepetível e dissemelhante de tudo o que já experienciei. E este amor trouxe-me um imenso cartel de sentimentos e emoções que eu desconhecia e nunca havia sentido na pele. O respeito, esse infinito colosso, sentimento basilar de qualquer união. A intimidade, assistida pelo respeito e pela confiança infindável e pelo amor-próprio, e vivida com o máximo da maturidade e com uma loucura sem idade, saudável e genuína. A partilha, o aceitar a união de duas existências, as vidas unidas tornando-nos influentes e complementares na subsistência um do outro. A confiança, reflectida e racional, sem nunca ser corrompida enquanto caminharmos só os dois, o número um na vida do outro, enquanto formos prioridade, preferência, eleição e enquanto valermos a pena. E a amizade que nos faz entrar sempre em defesa do outro e ser, sempre, bom ouvinte e um bom abraço para se viver.

O meu olhar sobre o (nosso) futuro não me amedronta revela-se até bastante promissor culpa disso é o nosso constante engrandecimento e o desenvolvimento de todas as capacidades necessárias para ser ter nesta profissão de apaixonado. Eu acredito, como sempre acreditei, como quis acreditar desde o primeiro beijo, desde o primeiro amote, desde o início desta era feliz. Acredito que somos competentes para remar o barco sempre na mesma direcção sem nunca fazer com que o outro naufrague. Eu acredito que teremos sempre lenha para atear a fogueira que nos aquece e nos alimenta. Eu acredito que nunca iremos corroborar a ligação mágica que nos une com práticas desleais e ilícitas. Espero que nos consigamos manter apaixonados e joviais mesmo que passem anos. O terreno nem sempre é propício à caminhada e as armadilhas são imprevisíveis mas juntos, com o mesmo objectivo, o mesmo sonho, chegaremos onde realmente queremos chegar.

Eu acredito e, isso, ninguém me pode tirar.

24 de julho de 2011

Lembras-me as grandes cidades, a correria. O rebuliço das grandes avenidas. As pessoas azafamadas e em grandes jornadas rotineiras. Lembras-me a calmaria do rio, o olhar atento e os sentidos em alerta. Lembras-me pormenores descobertos e recebidos com um sorriso. Lembras-me abraços raros e, por isso, sentidos. Lembras-me viagens de mala às costas e post-its esquecidos propositadamente. Lembras-me Verão e Inverno e o termo. As noites gélidas e as janelas abertas para expulsar o calor de Agosto. Lembras-me eternos registos através de um click.