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19 de agosto de 2012

onde reside o amor


"(...) o desgoverno dos batimentos cardíacos, as palmas das mãos suadas, a garganta seca, a falta de sono e de apetite e uma vontade imensa de conquistar o mundo. As mensagens parvas, os emails apaixonados, carregados de MP3 para cada momento, estradas e rotas, aviões, carros e comboios que são como asas do nosso desejo e as cores do mundo mais nítidas sob o nosso olhar enfeitiçado. (...) é preciso pensar que a tal pessoa certa para nós existe mesmo e que todos podemos ter sorte na vida. 
É claro que não há receitas mágicas, mas manter o espírito aberto, o optimismo e o romantismo ajudam à festa. E depois, é como na cozinha, use a sua imaginação. Doses q.b. de sal e pimenta, de açúcar e de ovos, de mimo e de respeito, de cama e de conversa, de profundidade e de risota, de amor e de humor, de desejo e de paz. 
Dá trabalho, mas também dá prazer. E quem corre por gosto nunca se cansa, mesmo quando pensa que já não consegue correr. Consegue sempre, basta querer."

16 de agosto de 2012

"Desejo que haja cumplicidade. Que o entendimento aconteça no olhar. (...) Desejo que haja tolerância e muita paciência. Que os defeitos de um não magoem o outro. Que as qualidades de um não ofusquem o outro. Desejo que o tempo seja generoso. Que os dias passem em paz. Que as noites sejam de festa. Desejo que a a rotina não seja cruel. Que a paixão seja sempre descoberta. Que o abraço seja sempre conforto. Desejo que as vontades caminhem de mãos dadas. Que as diferenças e distâncias só sirvam para aproximar. E que a fé no amor, seja salvação para todos os dias."

5 de julho de 2012

TRÊS

Depois das intempéries, dizem, sempre vem a calmaria, a bonança. O mar abrandou, é certo, a ondulação aquietou-se… Há três anos atrás hasteei a bandeira verde, de bons mares e calmos ventos, para não mais a descer.
Pouca crença era a minha naquela tarde de conversa, de mimos a medo e de um beijo inaugural – inesquecível. Na minha cabeça havia, achava eu, meras ilusões utópicas mas a magia acontece, os milagres também – tu sabes, e a tua vontade assemelhou-se à minha. Deste-me a mão e um punhado de esperança. Amarraste-me a alma. Ficarmos juntos tornou-se um objetivo.
Não somos responsáveis pelo nascimento deste amor mas não é à toa que tudo ainda perdura. Hoje sei que te amo por todas as razões e mais mil e não apenas por razões que se contem pelos dedos das mãos. Quem tu és está em tudo o que eu sou. Ensinaste-me o amor de entrega total, puro e divino, ensinaste-me a tece-lo como um delicado fio de seda – diariamente. Ensinaste-me o verdadeiro sentido de ‘reciprocidade’ e mostraste-me a beleza de dar e receber na mesma dimensão sem cobranças nem favores. Não penso que haja muitos casais como nós onde o encaixe é perfeito e a intimidade é inteira

Três anos volvidos e a bandeira verde continua içada. As estações do ano mudaram uma vez, outra e outra e nenhum temporal desfez a nossa construção. Somos uma fortaleza sobrenatural que edificámos e que nenhuma batalha demoliu. Somos uma história memorável que juntos vamos caligrafando, folha a folha, com o maior dos cuidados. Somos frescos e fortes. Vivemos para amar e amamos para viver. Aqui há desejo, há ternura e há paixão. Há rotina e há aventura numa dose equilibrada.
Há um sonho, um futuro. Amor é mesmo isso, é vontade de pensar no que vem a seguir, fantasiar com isso a que apelidamos futuro, vida a dois.  Eu quero partilhar contigo a mesma morada e dormir no aconchego do teu calor todas as noites.  

Amar-te tornou-se o meu respirar. 

26 de junho de 2012

o melhor do mundo

"As pessoas desejam com o corpo todo, apaixonam-se da cabeça até aos pés, amam da pele até aos confins do coração."

20 de junho de 2012

"(...) o amor romântico está profundamente entrelaçado com dois outros impulsos de acasalamento: a luxúria – a ânsia pela satisfação sexual – e a ligação – as sensações de calma, de segurança e de união com um parceiro a longo prazo."

27 de maio de 2012

o melhor do mundo

"Mas uma relação amorosa é mais, muito mais: para além de um "quando baste" de desejo, tem uma pintada de ternura, uma mão cheia de paixão e 100g de sonho a dois (pelo menos!)."

o melhor do mundo

"Gostei sobretudo dessa ideia de o desejo ser uma forma de dizer "gosto de ti"... duas vezes."

14 de abril de 2012

silêncio para 4

"- A vida é uma chatice.
- Também é verdade, como momentos bons, desejos, ter desejos já é vida, já é convicção que entusiasma."

9 de abril de 2012

silêncio para 4

"O desejo leva uma pessoa a fazer o que quer. Tu estás aqui porque queres. Não há obrigações, raro há obrigações entre as pessoas adultas."

6 de abril de 2012

6 de junho de 2010

Acordei com a ânsia de te amar. Num qualquer retiro paradisíaco - por ser isolado, por nos isolar do mundo. Longe de tudo, perto de Nós mesmos. Unindo-nos sob a temperatura ténue de um dia primaveril, e Nós provocando uma dissemelhante temperatura tórrida através dos nossos corpos fundidos.

Acordei com o desejo de te acarinhar no meu leito. Esse desejo de repetir tão inesquecíveis manhãs. Esse desejo de proteger as nossas almas unindo os nossos corpos; enleando as mãos; murmurado juras verdadeiras e autênticas e prometendo o futuro.

Acordei a pensar em ti e a rever-nos, abraçados, a cada expiração, a cada inspiração. Acordei a pensar em ti como penso permanentemente, diariamente. Acordei embalada pela última conversa, enternecida por palavras de veludo que amaciam as nossas vidas, já tardia e entre a sonolência própria da madrugada. Acordei questionando-me entre a tua veracidade e a utopia que reflectes. Acordei e despertei a mente para me consciencializar: sim, tal sonho é real e é meu.
Despertei os sentidos e apurei o desejo de te raptar para mim. Quero-te aqui e agora, dentro de mim no meu coração e no meu corpo, sem efemeridades, sem rupturas. Sem reservas, sem medos. Abraça a eternidade que te ofereço agora, sem promessas porque o que está destinado descarta-as. Acordei com a vontade de te ter, essa vontade de todos os dias. De todos os meses. Do resto da vida.

1 de abril de 2012

É magia. É amor não comum, não banal, não daqueles que há em qualquer esquina. É amor, é magia. 

O meu corpo vive um sobressalto constante, já plurianual. O estado de paixão, que dizem durar meros meses, coisa pouca, nunca me largou, numa mirrou. Nunca, em mim, se desfez. O que me consome por dentro é sentimento crónico, coisa para a vida creio eu. Quando te avisto o bater do meu coração apressa-se, o desejo de te querer agarrar a mim, não largar mais - nessa posse egoísta - instala-se.
Deitados na cama, eu aninhada em ti, beijada por ti, acariciada por ti, amada por ti, coisa boa de se viver. Sorrisos fáceis, bocas entreabertas de desejo, cheiro a amor a pairar no ar saturado: aquecido, morno, quente

Eu aninhada em ti. O teu corpo o meu abrigo, a minha fortaleza.

13 de março de 2012

deixei-te o sorriso em casa

"Ela amalucada e lânguida, nua, deliciosamente esparramada no chão enquanto eu lhe deslizava a língua pelas costas, muito devagar, ela empinando então o corpo lindo, pujante, «parecia um modelo», diziam as «bocas» da malta vendo-a passar, mas eu é que sabia, eu beijando-a suavemente, aos poucos (...)."

12 de março de 2012

deixei-te o sorriso em casa


"Inesquecível, de verdade, tanto como os beijos do caraças que até escaldavam sobre o muro, ao lusco-fusco, eu nesta minha perdição que ela agarrava de luxúria à solta, tirando-me devagar para mais altos voos fora dos jeans, os meus dedos por ela acima, descobrindo-a sempre e cada vez mais, deliciando-me, deliciando-nos sobre as pedras como dois miúdos (...)."

21 de janeiro de 2012

divã


"Não há nada mais excitante do que sentirmo-nos desejados por alguém, aquela sensação de que estamos a ser devorados pelos olhos do outro, de que o mundo se transformou em poeira lá fora, os cérebros desligados (...)."

divã


"(...) mas, quando nos tocávamos, anulávamos os significados das palavras, voltávamos para o tempo das cavernas, onde só havia grunhidos e beijos."

9 de dezembro de 2011


- De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças.

2 de agosto de 2011


"(...) onde se beijavam no vão das portas, os passeios que faziam para lugares clandestinos e solitários onde ninguém os pudesse reconhecer, as conversas sem nexo, a vontade dos corpos e a promessa que ele lhe fizera de arranjar um ninho só para eles."

30 de julho de 2011

Carregava às costas, como uma carga pesada e incómoda, uma porção inquantificável de saudades. Fazes-me falta quando estás longe e todo o meu corpo faz questão de me recordar disso, a cada minuto que o ponteiro corre. Fazes-me falta e a minha cabeça pensa em círculos - sempre à tua volta. As saudades, como presença indesejável que são, têm o destino delineado: serem banidas. Anular saudades implica querer o outro de volta ao nosso leito, ao nosso íntimo. Saudades precisam de desejo e de ânsia de devorar o outro. Connosco é assim, sempre foi assim e projecto que assim continuará. O rasto que deixas no meu corpo, com o teu cheiro e a tua saliva, denuncia todo o acto ilícito de no amarmos onde a vontade o exigir. Amar-nos por aí, dar ao outro um amor que já não cabe em nós, com uma espontaneidade tão nossa, alimentam-nos o espírito e enche-nos o coração da presença um do outro. É intenso.

20 de abril de 2011

Sabes-me bem à noitinha, quando a aldeia dorme. O silêncio é permanência e os ínfimos ruídos são desconfiança. Sabe-me bem desbravar terreno, abrir caminho com a língua molhada no teu pescoço sedento. Sabe-me bem ler desejo nas entrelinhas da tua boca semiaberta e prazer nas linhas rectas que as tuas unhas cavaram nas minhas costas
Gosto de ti à noitinha, como em qualquer outra parte do dia.