"Quatro horas da manhã podem parecer um pesadelo para alguns, mas é a melhor hora do dia para nos enchermos de energia positiva (...)."
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29 de maio de 2012
17 de maio de 2012
um dia atrás do outro
"Cem dias e cem noites passaram sobre a última madrugada vivida no pátio de luz e sombras que me há-de acompanhar até ao último dia. Cem dias e cem noites, o tempo preciso para voltar a acreditar que existe mesmo uma possibilidade de ser tão feliz ali como em qualquer lugar. Cem dias e cem noites, um tempo exacto e geométrico. O tempo que as coisas demoram a assentar. A esquecer e a lembrar. A curar e a apagar."
9 de abril de 2012
silêncio para 4
"- Ela gostava de amor, gostava do amor, mas gostava pelo amor de um tipo de companhia, gostava de amor pela manhã cedo, gostava de amor na madrugada (...)"
3 de abril de 2012
silêncio para 4
"Há mulheres que só gostam de amor pela madrugada, ao toque da corneta de clarim que lá de longe se ouve pela brisa fora (...)"
11 de dezembro de 2011

Corria alta a madrugada e ela, de tempos a tempos, olhava, com preocupação, e de relance, o telefone à espera de um sinal. Encarava o relógio analógico, antigo e de estima incalculável, coisa secular, herdade pela família, pousado numa mesa pernaltuda que se encontrava na sala, no campo de visão de quem repousa no cadeirão defronte à lareira. O olhar concentrava-se na luz vinda da lareira, e apenas se ouvia o estalido da lenha que desaparece. As labaredas reflectiam-se nos óculos que usava para ler as letras diminutas do romance contemporâneo que a acompanhava para qualquer lado, dentro da carteira. O livro estava fechado e um dedo esquecido no lugar do marcador. Para além da lareira apenas as luzes natalícias intermitentes se espelhavam nas paredes da sala, parecendo verdadeiros gigantes iluminados. Uma manta verde cobria-lhe as pernas. O relógio há muito que tinha passado a terceira hora do dia. Corria alta a a madrugada e a casa estava vazia, a cama fria e o coração esperançoso.
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