Acabava de fitar o relógio. Onze e meia. Sábado. Planeava deixar-se ficar na cama por não ter nenhum plano arquitectado para o resto do dia. Voltou a agitar-se numa tentativa falhada de voltar a dormir. Derrota matinal assumida e em três passos cambaleantes abriu a janela e voltou a deitar-se sob o lençol fresco. Ouvia o habitual ruído urbano, que nem ao fim de semana dava tréguas e apertava a almofada contra a cabeça. Sem resultados decidiu ligar o rádio. Sabia exactamente que música a faria despertar alegremente