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25 de outubro de 2012




‎"Gosto de pessoas, casas, livros e viagens por esta ordem. Também gosto do silêncio, do amanhecer e do entardecer. De ouvir tocar piano, de ficar à conversa, do barulho do mar, da voz dos que amo, de coisas e memórias que guardo para sempre. Porque certas coisas nunca se esquecem."

20 de agosto de 2012

onde reside o amor

"Isto não tem nada a ver com conversas de almofada, em que as pessoas, aproveitando o momento de intimidade física, abrem o coração e o espírito, confessando memórias, histórias, medos e sonhos. Isso é outra coisa. A intimidade implica entrega emocional, sinceridade, proximidade, verdade."

26 de junho de 2012

um dia atrás do outro

"(...) olham sem ver porque trocam cumplicidade, contam segredos e falam de coisas que mais ninguém entende. Dão a mão e ficam ainda mais alheias ao que se passa à sua volta. Como se, naquele instante, o mundo inteiro se dissolvesse e existissem apenas elas."

18 de maio de 2012

um dia atrás do outro

"Partilham a casa, a família, as inquietações, as alegrias e quase todas as horas do dia. Cúmplices até nos silêncios, adoram ficar em casa a ler, a conversar ou, simplesmente, a cozinhar."

17 de maio de 2012

um dia atrás do outro

"Gostavam muito de estar juntos e ficavam horas esquecidas à conversa, mas não sabia explicar bem porquê."

um dia atrás do outro

"Aproximámo-nos ainda mais uma da outra e, naquele gesto inconfundível de quem isola o mundo por razões superiores, inclinámos ligeiramente os ombros para a frente e ficámos as duas numa conversa animada a meia voz."

a bagagem do viajante

"(...) o sol prendera-me na praia, envolvera-me de torpor, e entre o banho e a areia se tinham escoado as horas. É uma sensação agradável esta de ter o corpo um pouco áspero de sal, a antegozar o duche que nos espera em casa. (...) Vida boa. O momento é tão perfeito que podemos falar de coisas importantes sem que as vozes tenham de subir, e nenhum de nós pensa em ganhar no diálogo e ter mais razão do que a pode ter um comum ser humano que respeite a verdade. Além disso, é verão e, como eu disse, estamos na fronteira do ar livre. A aragem faz estremecer umas plantas cheirosas a que podemos chegar com os dedos e em volta das quais zumbem os insectos do tempo. Quebrada pela folhagem, há uma réstia de sol que se derrama pelas madeiras envernizadas da janela. Vida boa. Temos a pele doirada e sorrimos muito. (...) Ah, vida boa, vida boa. (...) Voltamos a conversar, dizemos coisas vagas e lentas, inteligentes, numa plenitude de bem-aventurados. O sol, que desceu um pouco mais, desliza nos copos, acende fogos no vidro e dá ao vinho uma transparência de fonte viva. Sentimo-nos bem, com o restaurante só para nós, rodeados de madeiras fulvas e toalhas coloridas. (...)"

14 de maio de 2012

a linguagem secreta das raparigas

"Os bons tempos são ainda melhores quando partilhados. Uma boa e longa conversa pode curar quase tudo. Toda a gente precisa de alguém com quem partilhar segredos. Escutar é tão importante quanto falar. Uma amiga que nos compreende é melhor que um terapeuta, e mais barato! O riso faz do mundo um lugar melhor. (...) Ás vezes só precisamos de um ombro onde chorar. Mentes brilhantes pensam da mesma maneira, principalmente se forem mulheres! Quando se tratar de «criar laços» as mulheres fazem-nos melhor. (...) É importante arranjar tempo para «as coisas de rapariga». As calorias não interessam quando almoçamos com amigas.
Agora ligue a uma amiga e vá almoçar com ela!"

12 de maio de 2012

a linguagem secreta das raparigas

"Mas, para as mulheres, o lar é o lugar onde elas podem falar à vontade e onde sentem a maior necessidade de falar. Para elas, o conforto do lar significa a liberdade de falar sem se preocuparem com a maneira como a sua  conversa será julgada."

28 de abril de 2012

a linguagem secreta das raparigas

 "Mas como chegaram as coisas a este ponto?  Como é possível duas mulheres que se encontram pela primeira vez verem-se embrenhadas numa conversa acerca da vida, da política, da infidelidade, dos homens (...)"

25 de abril de 2012



Há quem tenha medo de dar a mão com medo que lhe levem o braço todo mas às vezes há quem mereça a nossa mão e tudo o que nós somos. Até à alma. Até a alma.


No fim, quem cá esteve tem uma certeza: tem de voltar.

12 de abril de 2012

"Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de ideias. Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. (...) Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! (...) Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca! Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada!"

9 de abril de 2012

silêncio para 4

"- O amor é de outro reino, há vários reinos.
- Nunca percebi qual é o nosso reino.
- Da amizade, do amor, do encontro de duas pessoas que se sentem bem uma ao lado da outra, fazendo amor, falando de amor, trocando amor, conversando de amor, falando de nada, falando de pequenas histórias código de ministros com aventuras de aventuras sem ministros conversa alta e baixa de livros e de quadros de compras e de ninharias conversas trocadas em miúdos ouvindo música sem escutar música que ajuda o amor o amor precisa de ajudas de ir às cavalitas de andas de muita coisa simples amor é um segredo que deve ser alimentado nas horas vagas alimentado nas horas de trabalho nas horas mais isoladas amor é uma ocupação de vinte e quatro horas com dois turnos pela mesma pessoa com desconfianças e descobertas com cegueiras e lumineiras amor de tocar no mais íntimo na beleza de um encanto escondido recôndito que todos no mundo fizeram pais de padres mães de bispos avós de cardeais amor agarrado intrometido de falus com prazer de alegria amor que não se sabe o que vai dar que nunca se sabe o que vai dar amor tão amor. 
- Nós estamos aqui a fazer amor?
- Estamos.
- Que espécie de amor?
- Um amor íntimo entre duas pessoas.
- Não compreendo.
- Um amor aconchegado, de conversas, sem questões, sem nada, a não ser amor."

29 de março de 2012

"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças d´água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já tenho um amigo.(...)"

17 de março de 2012


"Eu gosto de olhos que sorriem, gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram."

27 de fevereiro de 2012



Toques de campainha inesperados, cafés de conversas em esplanadas soalheiras, beijos na testa e palavras aconchegantes. Afagos espontâneos no cabelo, estradas sem trânsito, semáforos verdes e poesia nos jornais. Abraços dados com vontade e amor a fervilhar. Um bom livro, crónicas para ler e vontade de andar a pé.

24 de janeiro de 2012

À varanda com vista sobre a cidade chega um sol ameno e estrangeiro, ou não estivéssemos nós no cume do inverno. Finos cigarros, presos entre os nossos dedos, são consumidos à velocidade de uma conversa. Risos ecoam e a luz do sol, refletida na parede branca, obriga-nos a fazer caretas de quem semicerra os olhos. Novidades e preocupações ocupam o nosso discurso na mesma proporção.

14 de janeiro de 2012


Final de tarde. o sol fogoso a honrar os últimos cartuchos do verão.
Passeiam juntos por trilhos nunca percorridos a dois. De mãos dadas, levam como companhia a princesa de quatro patas e de faro apurado. Conversas vagas e risos a ecoar. Abraços ternos. Mãos, sempre, dadas.

6 de janeiro de 2012

Na atmosfera deste café bailam conversas cruzadas e música de fundo.

5 de janeiro de 2012


"Caminhamos. Lemos, escutamos, conversamos e crescemos. Caminhamos. Limpamos, arrumamos, organizamos e descansamos. Rimos e ficamos surpresos. Pintamos telas com as nossas palavras, cantamos com os nossos silêncios e vimos a escuridão dos dias. Julgamos, criticamos e concordamos."