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16 de agosto de 2012



"Lembra-te, sempre, que a pele se enruga, o cabelo se torna branco e os dias se transformam em anos. Mas o importante não muda. A tua força e a tua segurança não têm idade. O teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranhaAtrás de cada linha de chegada, há uma de partidaAtrás de cada engano, há outro desafio. Enquanto estiveres viva, sente-te vivaSe fizeres algo diferente, volta a fazê-lo. Não vivas de fotos amareladas. Segue em frente ainda que todos esperem que desistas. Não deixes que se oxide o ferro que existe em ti. Faz com que, em vez de pena, tenham respeito por ti. Quando, devido à idade não puderes correr, anda depressaQuando não puderes andar depressa, caminha Quando não puderes caminhar, usa a bengala. Mas não pares nunca!"


20 de junho de 2012

"(...) o amor romântico está profundamente entrelaçado com dois outros impulsos de acasalamento: a luxúria – a ânsia pela satisfação sexual – e a ligação – as sensações de calma, de segurança e de união com um parceiro a longo prazo."

12 de maio de 2012

a linguagem secreta das raparigas

"Sempre que as mulheres se sentem seguras junto umas das outras, têm mais facilidade em verbalizar os seus medos interiores, dúvidas e sentimentos, coisa que seriam incapazes de fazer com outras pessoas."

7 de abril de 2012

4 de feveriero de 2011

A cidade anoitece. Vislumbram-se pequenos focos de luz que, sabe, são luzes que aquecem e iluminam centenas de lares onde habitam tantas pessoas que nem consegue imaginar quantas. Conheceu a sorte de habitar no cima da colina onde se consegue regalar com uma vista citadina, e invejável. Admira a sua casa por se situar na cidade, perto de tudo, e, ao mesmo tempo, ser, também, um refúgio onde os sons da cidade não chegam num tom indecifrável. Haviam escolhido este local pela sua calmaria indiscutível e consideravam-no o seu paraíso, passasse o tempo que passasse, independentemente do estado climatérico. 
Gostava de preparar uma recepção romântica sempre que chegava a casa antes d'ele, e hoje era um desses dias. Enquanto preparava um dos pratos preferidos do seu homem para o jantar, decidiu pôr a mesa junto à lareira, iluminando a sala sem qualquer ajuda eléctrica. Adorava as refeições naquela mesa de madeira, pequena, baixa e o tapete macio a suavizar o chão. Esta sensação era uma das mais acolhedoras de que tinha memória. Isto era sentir-se em casa e bastava, apenas, que ele chegasse para que se sentisse completa, e em casa.
Sentiu-o entrar em casa, não pelo barulho do carro a regressar à garagem, nem pelo ruído habitual das chaves, da fechadura a rodar, ou da porta a abrir e a fechar, mas sentiu-o, sim, pelo cheiro. Era aquele aroma que anunciava a sua chegada. Há anos que elogiava o seu cheiro e sabia que nunca o encontraria concentrado num pequeno frasco de uma perfumaria. Era o cheiro do amor, do seu amor e, por isso, tão delicioso e único. Mais do que o perfume caro e os produtos para o cabelo era o cheiro natural que emanava que ela tanto gostava de inalar. Era sinónimo de segurança e, logicamente, de proximidade física-
Hoje, queria-o como o queria desde o primeiro momento. Correi para ele, ainda à porta de casa, e sorriu enquanto se preparava para o beijar. Todos os beijos tinham em si o fogo e o amor que sempre conheceram e nunca perderam o calor, nem com a fugacidade do tempo. Havia malícia nas curvas e contra-curvas das suas línguas. 
Não se recordava de alguma vez não o ter desejado.

17 de março de 2012

"Sou a tua casa, a tua rua, a tua segurança, o teu destino. Sou a maçã que comes e a roupa que vestes. Sou o degrau por onde sobes, o copo por onde bebes, o teu riso e o teu choro, o teu frio e a tua lareira. (...) Sou o sítio onde descansas, a árvore que te dá sombra, o vento que contigo se comove. Sou o teu corpo, o teu espírito, o teu brilho, a tua dúvida. (...) E sou, na luz do outono, o teu olhar. (...) Os teus vinte anos. (...) Sou a tua memória, a memória da tua memória, o teu orgulho, a fecundação das tuas entranhas, a absolvição dos teus pecados. O teu amuleto e a tua humildade. Sou a tua cobardia, a tua coragem, a força com que amas. Sou os teus óculos e a tua leitura. A tua música preferida, a tua cor preferida, o teu poema preferido. Sou o que significas para mim, a ternura que desagua nos teus dedos, o tamanho das tuas pupilas antes e depois de fazer amor. Sou o que sou em ti e o que não podes ser em mim. Sou uma só coisa. E duas coisas diferentes."

24 de janeiro de 2012

Se me perguntarem se te amo em todos os meus dias e a qualquer hora a resposta, meu amor, será espontânea, sem ser necessária qualquer fração de tempo para pensar.

Sim, amo-te todos os dias do mês. Amo-te quando me deixas desalinhar-te o cabelo. Amo-te quando me beijas a testa. Amo-te quando nos rimos juntos e nos rimos das mesmas coisas, ou um do outro. Amo-te quando chegas e na minha cabeça viajam diabruras. Amo-te quando me aconchegas e dormitamos por minutos que parecem eternas horas de profunda segurança. Amo-te quando não me resistes e amo-te quando te armas em difícil. Amo-te quando fazemos juras por saber que não são meros clichés. Amo-te quando dormes e praguejas sozinho. Amo-te quando barafusto contigo só para nos rirmos no fim. Amo-te quando me tocas, quando me mexes e me desalinhas a conduta. Amo-te quando me provocas. Amo-te quando me beijas exatamente como eu quero. Amo-te quando me dás a mão porque, sabes, para mim, isso é indicativo de força e união. Amo-te quando acreditas que o futuro é nosso. Amo-te quando prevês que a tua vida vai decorrer enleada na minha. Amo-te quando me abraças e eu me sinto pequena e protegida. Amo-te quando fazes amor comigo e a nossa cumplicidade se faz notar. Amo-te quando trocas comigo olhares e sorrisos promíscuos, no auge do prazer. Amo-te quando percebes que estou triste sem que nada precise de dizer. Amo-te quando estamos juntos e custa tanto ir embora. Amo-te quando dizes que era juntos que devíamos viver.

Amo-te quando os nossos “amotes” vêm sem hífen tal como nós: sem nada pelo meio. Amote incondicional e ininterruptamente - é esta a resposta.