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a linguagem secreta das raparigas
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24 de janeiro de 2012

Se me perguntarem se te amo em todos os meus dias e a qualquer hora a resposta, meu amor, será espontânea, sem ser necessária qualquer fração de tempo para pensar.
Sim, amo-te todos os dias do mês. Amo-te quando me deixas desalinhar-te o cabelo. Amo-te quando me beijas a testa. Amo-te quando nos rimos juntos e nos rimos das mesmas coisas, ou um do outro. Amo-te quando chegas e na minha cabeça viajam diabruras. Amo-te quando me aconchegas e dormitamos por minutos que parecem eternas horas de profunda segurança. Amo-te quando não me resistes e amo-te quando te armas em difícil. Amo-te quando fazemos juras por saber que não são meros clichés. Amo-te quando dormes e praguejas sozinho. Amo-te quando barafusto contigo só para nos rirmos no fim. Amo-te quando me tocas, quando me mexes e me desalinhas a conduta. Amo-te quando me provocas. Amo-te quando me beijas exatamente como eu quero. Amo-te quando me dás a mão porque, sabes, para mim, isso é indicativo de força e união. Amo-te quando acreditas que o futuro é nosso. Amo-te quando prevês que a tua vida vai decorrer enleada na minha. Amo-te quando me abraças e eu me sinto pequena e protegida. Amo-te quando fazes amor comigo e a nossa cumplicidade se faz notar. Amo-te quando trocas comigo olhares e sorrisos promíscuos, no auge do prazer. Amo-te quando percebes que estou triste sem que nada precise de dizer. Amo-te quando estamos juntos e custa tanto ir embora. Amo-te quando dizes que era juntos que devíamos viver.
Amo-te quando os nossos “amotes” vêm sem hífen tal como nós: sem nada pelo meio. Amote incondicional e ininterruptamente - é esta a resposta.
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