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4 de janeiro de 2012

Percorre as ruas agitadas, saturadas de multidões, num final de tarde de janeiro em que, como a própria diz, os dias estão a crescer. Realmente, os dias dilatam o seu tempo de luz solar e parecem render mais.
Uma panóplia incalculável de afazeres preocupam-na tanto que nem tem desocupação mental para encarar e observar quem com ela se cruza nesta colónia de formigas onde é rainha, com uma coroa invisível.
Sublime como só ela, caminha na rua com os pés no chão mas a cabeça na lua, onde ventos espaciais lhe agitam o cabelo cor de chocolate.
Vive de ideias, coisas novas e imaginação. De música e do cheiro dos bolos saídos do forno pelos mãos do pai.