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30 de janeiro de 2012

Tranças, amarelo e verde lembram-me de ti. Caracóis desalinhados lembram-me de ti. Recortes, palavras soltas e desenhos a grafite ou a caneta preta também me lembram de ti. Ir à luta, dedicação e ousadia lembram-me de ti. Chá verde, para mim, és tu - tea and cigarettes. Chocolate e analogias lembram-me de ti. Despreocupação e, concomitantemente, empenho e brio lembra-me de ti. Capa e batina e o amor à academia, lembra-me de ti. Cerejas lembra-me de ti. O mistério lembra-me de ti. Mimos e beijos na testa lembram-me de ti. Um manta sobre as pernas e um cigarro lembram-me de ti. Saber amar e saber ser livre, consoante as exigências da vida, lembra-me de ti. Ter classe num vestido justo e ser descontraída com o cabelo atado lembra-me de ti. Unhas vermelhas lembra-me de ti. Lembram-me de ti, também, passeio pela cidade e cafés que duram horas.
Gosto de te ver chegar com aquele jeito tão singular de lançar o cabelo para trás.

25 de julho de 2011

Eu gosto de ficar em casa, aproveitar o silêncio e meditar. Pensar e repensar nos caminhos por onde a vida gira. Vestir roupa larga e manter o cabelo desgrenhado, sem ver escova durante tempos. Apanhar algum sol durante o dia e contemplar uma noite estrelada. Ouvir uma música calma que evoque boas memórias e grandes sorrisos. Um cigarro aceso.
A saudade no peito e a minha fonte de inspiração fora da vista. Volta.

7 de julho de 2011

Um dia de vento irrequieto, que só vi pela janela, após uma noite de palavras lentas. A minha cabeça deitada no teu colo, a tua mão a (des)pentear-me o cabelo. E o meu coração cheio.

5 de abril de 2011

Bebo o meu café enquanto a noite se instala. O ar quente agita-me o cabelo. Fecho os olhos, lanço a cabeça para trás.
Tenho saudades.

6 de novembro de 2010


O sol delicadamente tórrido deixou-me nostálgica. Relembrou-me os dias despreocupados de Verão. E nós veraneantes folgadas, sem relógio no pulso. De manhãs adormecidas, noites agitadas. De corpo despido e pele dourada. De excertos literários enunciados em voz alta. De cafés em esplanadas de cabelo ao vento. De abraços constantes.

1 de agosto de 2010

Areal melancólico,

Agora restam melodias que me remetem aos locais que pisamos onde o sol se fazia sentir em todo o nosso corpo, restam aromas que sinto e que o meu olfacto diz que te pertencem. Resta também o álbum dos nossos momentos preso na minha mente, a tua presença amarrada ao meu coração, o que faz com que estejas presente em cada pulsação.
A nossa história ninguém há-de conhecer por completo. Ainda estão patentes emoções e sentimentos que nem nós, na nossa mais profunda candura, havemos de saber decifrar.
Resta-nos contar os dias que nem nós sabemos quantos são até ao dia onde sentirei a tua respiração vir contra o meu rosto. Na minha mente tenho a imagem do nosso último abraço, a última vez que senti o cheiro do teu cabelo e vi o tom da tua pele dourada, resultado de longas horas que passamos juntas a ouvir o som do rebentar das ondas à beira-mar. Aquela areia será sempre uma areia inexplorada onde desenharemos os nossos próprios pés.