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14 de maio de 2012

a linguagem secreta das raparigas

"Os bons tempos são ainda melhores quando partilhados. Uma boa e longa conversa pode curar quase tudo. Toda a gente precisa de alguém com quem partilhar segredos. Escutar é tão importante quanto falar. Uma amiga que nos compreende é melhor que um terapeuta, e mais barato! O riso faz do mundo um lugar melhor. (...) Ás vezes só precisamos de um ombro onde chorar. Mentes brilhantes pensam da mesma maneira, principalmente se forem mulheres! Quando se tratar de «criar laços» as mulheres fazem-nos melhor. (...) É importante arranjar tempo para «as coisas de rapariga». As calorias não interessam quando almoçamos com amigas.
Agora ligue a uma amiga e vá almoçar com ela!"

3 de março de 2012

3 de março de 2012

Dentro de mim fervilha um amor imenso. O meu coração palpita desaceleradamente, sem travões ou rédeas, numa espécie de vulcão em erupção. A minha mente é invadida por infinidades de pensamentos romanescos e libidinosos. O meu sorriso acontece sem autorização, sem que eu tenha qualquer controlo nele. As minhas mãos, tão desavergonhadas, ganham vida própria tal qual um explorador de terras paradisíacas. E, quantas vezes, os meus olhos humedecem-se de orgulho.
Enquanto repousas, a meu lado, de olhos fechados, semblante sereno e respiração profunda, ritmada, eu sou tudo isto. Uma alma alvoroçada por uma paixão que não cessa, nem mingua. Uma mulher agradecida à vida.
Quando te contorno o rosto com a ponta dos dedos, e absorvo a textura da tua barba por fazer, fico em silêncio, ouvindo-nos respirar, mas mil discursos ganham forma na minha cabeça. Há tanto sentimento que te quero dizer e há tantas palavras por inventar - nenhuma possuí grandeza suficiente para transmitir o sentimento que cresce cá dentro e, na realidade, toma conta de mim.

Hoje. Agora, deito-me numa cama vazia e grande demais para mim, sem ti. Na almofada ao lado não estás tu de sorriso matreiro e puro. No meu corpo não encaixa o teu - verdadeiro poço de prazer. Fazer amor não está à distância de um simples beijo desafiador. E eu sei que não vou acordar com o teu cheiro a pairar pelo ar, nem te vou ter adormecido e inocente em jeito de pequeno-almoço. Os meus olhos fixam um ponto e revejo um filme de amor e transparência, reciprocidade e paixão. A mais bela história que conheci. Somos nós.
Por fim adormeço. Embora longe, prevejo que os nossos pensamentos se alinharão.
E no futuro, o que agora é esporádico será diário e, ainda assim, mágico.

- Gostas de mim?
- Um pouco.

13 de novembro de 2011

Quantas cartas te escrevi?
Quantas cartas te escrevi e ficaram por ler?
Quantas cartas deveria ter escrito? Tantas quantas as que deixei em branco.
Palavras percorreram a minha mente, entrecruzaram-se, não descuraram a sintaxe e delas brotaram frases, dissertações internas sobre a vida e o valor de cada pessoa. Sobre o valor de cada pessoa em cada vida e sobre a perda de valor na vida de alguém. Infinitas vezes, ao som de melodias melancólicas, e na boca um trago a café, repensei a vida e os camaradas desta navegação sem retorno.

20 de março de 2011

Desenho, nos rascunhos da minha mente, um futuro Nosso. Um futuro para este amor.
Este amor que não cabe na palma da mão, nem num coração só.

1 de agosto de 2010

Areal melancólico,

Agora restam melodias que me remetem aos locais que pisamos onde o sol se fazia sentir em todo o nosso corpo, restam aromas que sinto e que o meu olfacto diz que te pertencem. Resta também o álbum dos nossos momentos preso na minha mente, a tua presença amarrada ao meu coração, o que faz com que estejas presente em cada pulsação.
A nossa história ninguém há-de conhecer por completo. Ainda estão patentes emoções e sentimentos que nem nós, na nossa mais profunda candura, havemos de saber decifrar.
Resta-nos contar os dias que nem nós sabemos quantos são até ao dia onde sentirei a tua respiração vir contra o meu rosto. Na minha mente tenho a imagem do nosso último abraço, a última vez que senti o cheiro do teu cabelo e vi o tom da tua pele dourada, resultado de longas horas que passamos juntas a ouvir o som do rebentar das ondas à beira-mar. Aquela areia será sempre uma areia inexplorada onde desenharemos os nossos próprios pés.