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5 de julho de 2012

TRÊS

Depois das intempéries, dizem, sempre vem a calmaria, a bonança. O mar abrandou, é certo, a ondulação aquietou-se… Há três anos atrás hasteei a bandeira verde, de bons mares e calmos ventos, para não mais a descer.
Pouca crença era a minha naquela tarde de conversa, de mimos a medo e de um beijo inaugural – inesquecível. Na minha cabeça havia, achava eu, meras ilusões utópicas mas a magia acontece, os milagres também – tu sabes, e a tua vontade assemelhou-se à minha. Deste-me a mão e um punhado de esperança. Amarraste-me a alma. Ficarmos juntos tornou-se um objetivo.
Não somos responsáveis pelo nascimento deste amor mas não é à toa que tudo ainda perdura. Hoje sei que te amo por todas as razões e mais mil e não apenas por razões que se contem pelos dedos das mãos. Quem tu és está em tudo o que eu sou. Ensinaste-me o amor de entrega total, puro e divino, ensinaste-me a tece-lo como um delicado fio de seda – diariamente. Ensinaste-me o verdadeiro sentido de ‘reciprocidade’ e mostraste-me a beleza de dar e receber na mesma dimensão sem cobranças nem favores. Não penso que haja muitos casais como nós onde o encaixe é perfeito e a intimidade é inteira

Três anos volvidos e a bandeira verde continua içada. As estações do ano mudaram uma vez, outra e outra e nenhum temporal desfez a nossa construção. Somos uma fortaleza sobrenatural que edificámos e que nenhuma batalha demoliu. Somos uma história memorável que juntos vamos caligrafando, folha a folha, com o maior dos cuidados. Somos frescos e fortes. Vivemos para amar e amamos para viver. Aqui há desejo, há ternura e há paixão. Há rotina e há aventura numa dose equilibrada.
Há um sonho, um futuro. Amor é mesmo isso, é vontade de pensar no que vem a seguir, fantasiar com isso a que apelidamos futuro, vida a dois.  Eu quero partilhar contigo a mesma morada e dormir no aconchego do teu calor todas as noites.  

Amar-te tornou-se o meu respirar. 

18 de maio de 2012

a bagagem do viajante

"O mito do paraíso perdido é o da infância - não há outro. O mais são realidades a conquistar, sonhadas no presente, guardadas no futuro inalcançável. E sem elas não sei o que faríamos hoje. Eu não o sei."

17 de maio de 2012

um dia atrás do outro

"Ali onde o sol nasce silencioso, inundando o mundo de uma luz púrpura e líquida, onde o mar permanece adormecido, onde a manhã se anuncia em cada dia como se fosse a primeira e onde tudo é tão perfeito e luminoso, apetece ficar para sempre. Mudos e quietos como o mar àquela hora. Apetece demorar naquela ponta da ilha onde os pássaros cruzam o céu em voos secretos, apenas denunciados pelo barulho acelerado das asas quando mudam de rumo. Apetece pairar como eles e ver aquele lugar de cima, a pique, numa vertigem de azul infinito, numa ilusão de paz eterna. (...) Como se existisse outro mundo para além deste mundo, onde tudo parece delicado, primordial e puro. (...) Naquele lugar não existe passado nem futuro, apenas o instante presente, o momento demorado na contemplação da obra divina. (...) "

20 de abril de 2012

"(...) É uma estupidez deixar perder o presente só pelo medo de não vir a ganhar o futuro, disse consigo mesma, e logo acrescentou, Aliás, nem tudo está para suceder amanhã, há coisas que só depois de amanhã,(...)"

14 de abril de 2012

"Atravessamos o presente de olhos vendados. (...) Apenas mais tarde quando a venda é desatada e examinamos o seu passado, tomamos consciência do que vivemos e compreendemos o seu sentido."

2 de março de 2012


" A felicidade, são momentos que, no seu presente fugaz, são mais fortes do que todas as sombras, todos os lugares frios, todos os arrependimentos. "

1 de julho de 2011


Muito me agrada conhecer o teu jeito e os teus gostos, ainda que não seja na totalidade mas uma grande, e importante, parte. Saber das tuas vitórias e aperceber-me quando nem tudo corre pelo melhor, quer tu me digas ou não. Não estar sempre perto, mas estar sempre presente. Não ser de há muito tempo mas tencionar ficar por um longo tempo.
Muito me agrada saber de ti e gostar. Muito.