«Tenho uma teoria: são sempre as mulheres que escolhem os homens. Tenho também outras teorias, e esta nem sequer estou seguro de que seja minha, mas o importante não é isso. O importante é que faz sentido. Os homens seduzem as mulheres? E desde quando? Confesso que nunca vi, nem na vida que vivi nem nas que li (e muito menos nas que escrevi), uma mulher “ser escolhida” por um homem. O contrário sim, e com assustadora frequência.»
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31 de outubro de 2012
19 de maio de 2011

"(...) Escrevem que se desunham. (...) Aceitam-nos e toleram-nos porque se acham superiores. São superiores. Não têm o gene da violência, embora seja melhor não as provocarmos. Perdoam facilmente mas nunca esquecem. Bebem cicuta ao pequeno-almoço e destilam mel ao jantar. Têm uma capacidade de entrega que até dói. São óptimas mães até que os filhos fazem dez anos, depois perdem o norte. (...) Têm dias. Têm noites. Conseguem ser tão calculistas e maldosas como qualquer homem, só que com muito mais nível. Inventaram o telemóvel ao volante. São corajosas e quando se lhes mete uma coisa na cabeça levam tudo à frente. Fazem-se de parvas porque o seguro morreu de velho e estão muito escaldadas. Fazem-se de inocentes e (milagre!) por esse acto de vontade tornam-se mesmo inocentes. Nunca perdem a capacidade de se deslumbrarem. Riem quando estão tristes, choram quando estão felizes. Não compreendem nada. Compreendem tudo. Sabem que o corpo é passageiro. Sabem que na viagem há que tratar bem o passageiro e que o amor é um bom fio condutor. Não são de confiança, mas até a mais infiel das mulheres é mais leal que o mais fiel dos homens. São tramadas. (...) E é tudo. Ah, não, há ainda mais uma coisa. Acreditam no Amor com A grande (...)."
O que eu sempre soube acerca das mulheres e ainda assim tive que perguntar